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ANTONIO

É UMA FORÇA...

ATÉ UM DIA...

 

amigos se calhar esta é a ultima postagem

que eu faço por agora.

provavelmente estarei ausente, uns dias, meses! não sei !!

mas já tenho saudades de vocês.

um grande carinho a todos.

tony 

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que
nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo
deseja sentir saudade:
“aquela que nunca amou.“
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...

(Pablo Neruda

tony

         

EM NOME DA LIBERDADE

 

 

 

 

 

 Parafraseando o célebre título de Goya
 sobre o sono da razão,

 se é certo que o sono da liberdade tem
 produzido os piores monstros,

 não é menos certo que a indiscriminação
 da liberdade

 engendra monstros tão ou mais abomináveis.
 Na libérrima Holanda

 activistas pró-pedofilia acabam de criar
 um partido que defende

 a liberalização do sexo com crianças,
 da pornografia infantil

 e do sexo com animais.

 O NVD (a sigla do partido significa
"Caridade, Liberdade e Diversidade",

o que dá uma ideia da confiança
 que se pode ter nas siglas partidárias)

 quer ver reduzida de 16 para 12 anos
 a idade do consentimento sexual;

 mas o objectivo a longo prazo do NVD,
 admitem os fundadores, é acabar

 com restrições etárias, isto é, legalizar o sexo

com crianças
 logo a partir do dia do nascimento.

 Os pedófilos holandeses
 queixam-se de que são tratados

 "como se fossem criminosos" e defendem ainda
 a liberalização do sexo

 com animais (crias incluídas, presume-se).
 No entanto, neste caso,

 fazem uma reserva o "abuso" deve ser criminalizado,
 que é como quem diz

 que sexo com animais sim, mas apenas se o bicho
 der o seu consentimento

 Eis uma boa ideia para os pedófilos portugueses,
 criar um partido.

 Figuras gradas não lhe faltariam,
 nem assessores de imprensa. 
 TONY

 (JORNAL DE NOTICIAS

 POR OUTRAS PALAVRAS)

MANUEL ANTÓNIO PINA

LUSITÂNIA NO BAIRRO LATINO

 

 
 
Georges! anda ver meu país de Marinheiros,
O meu país das naus, de esquadras e de frotas!
Oh as lanchas dos poveiros
A saírem a barra, entre ondas de gaivotas!
Que estranho é!
Fincam o remo na água, até que o remo torça,
À espera de maré,
Que não tarda aí, avista-se lá fora!
E quando a onda vem, fincando-a com toda a forca,
Clamam todas à urra: «Agora! agora! agora!»
E, a pouco e pouco, as lanchas vão saindo
(Às vezes, sabe Deus, para não mais entrar...)
Que vista admirável! Que lindo! Que lindo!
Içam a vela, quando já têm mar:
Dá-lhes o Vento e todas, à porfia,
Lá vão soberbas, sob um céu sem manchas,
Rosário de velas, que o vento desfia,
A rezar, a rezar a Ladainha das Lanchas:
Senhora Nagonia!
Olha acolá!
Que linda vai com seu erro de ortografia...
Quem me dera ir lá!
Senhora Daguarda!
(Ao leme vai o Mestre Zé da Leonor)
Parece uma gaivota: aponta-lhe a espingarda
O caçador!
Senhora d'ajuda!
Ora pro nobis!
Caluda!
Semos probes!
Senhor dos ramos
Istrela do mar!
Cá bamos!
Parecem Nossa Senhora, a andar.
Senhora da Luz!
Parece o Farol...
Maim de Jesus!
É tal e qual ela, se lhe dá o sol!
Senhor dos Passos!
Sinhora da Ora!
Águias a voar, pelo mar dentro dos espaços
Parecem ermidas caiadas por fora...
Senhor dos Navegantes!
Senhor de Matosinhos!
Os mestres ainda são os mesmos dantes -
Lá vai o Bernardo da Silva do Mar,
A mailos quatro filhinhos,
Vasco da Gama, que andam a ensaiar...
Senhora dos aflitos!
Mártir São Sebastião!
Ouvi os nossos gritos!
Deus nos leve pela mão!
Bamos em paz!
O lanchas, Deus vos leve pela mão!
Ide em paz!
Ainda lá vejo o Zé da Clara, os Remelgados,
O Jeques, o Pardal, na Nam te perdes,
E das vagas, aos ritmos cadenciados,
As lanchas vão traçando, à flor das águas verdes,
«As armas e os varões assinalados...»
Lá sai a derradeira!
Ainda agarra as que vão na dianteira,..
Como ela corre! com que força o Vento a impele:
Bamos com Deus!
Lanchas, ide com Deus! ide e voltai com Ele
Por esse mar de Cristo...
Adeus! adeus! adeus!
 
António Nobre, in Só (1892
 
tony

                                                   

ARMA SECRETA

 
 
Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis da furalina.
Erecta, na torre erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.

 

                                                TONY

                                                                   ANTÓNIO GEDEÃO


MINHA CULPA

 

 
 
Minha culpa

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

tony   
  Florbela Espanca
                     

                        

A UM AMOR...

O "adeus" de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala

E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa

E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

Passaram tempos sec'los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,

Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"

Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquesta
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!

E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

 

                                                                       Castro Alves

 

                                 Tony


SESSENTA ANOS DE BIKiNI

 

Bikini é sinónimo de explosão nuclear!
Criado em 1946 por um engenheiro mecânico francês,
recebeu o nome do atol Bikini,no Pacifico,
onde os americanos faziam experiências atómicas.
Considerado imoral,e banido,transformou-se
rapidamente na arma das feministas em luta.
Sessenta anos depois,ninguém acredita que só há algumas
décadas é »legal» vesti-lo numa praia Portuguesa.
 

 

Louis Reard herdou uma loja de lingerie
da mãe,no centro de Paris,e decidiu trocar os motores
dos automóveis pela roupa interior feminina.
E,além de vender,queria criar. Um dia pegou num lápis
e desenhou o bikíni:um fato de banho em duas peças,
que não necessitava de mais de setenta centimetros
(ao tempo,claro, que agora é menos de metade!)e que o próprio
se gabava de ser o mais pequeno imaginável de todos os fatos de banho.
ficou feliz com o seu trabalho,mas devia ter alguma
consciência do que o esperava pela frente,porque baptizou
a sua criação de bikini,inspirado no atol do Pacifico
onde então os americanos faziam as «esperiências pacificas»
 com bombas atómicas (pelos vistos Hiroxima,pouco mais de
um ano antes,tinha sido só a brincar...)

E Reard não se enganava: a sua proposta
estética foi recusada,insultada e classificada de
imoral. A reacção foi de tal forma que o engenheiro
mecánico reconvertido nem sequer conseguiu uma modelo
para passar o seu bikini na passarelle,acabando por
recorrer a uma bailarina de cabaret, Micheline Bernardini,
para dar vida á sua invenção. Ou melhor reinvenção,
que os mosaicos dos banhos romanos,nomeadamente na
Sicília,mostram sem vergonha as senhoras assim vestidas
para a prática do desporto,mas eram outros tempos
em que o corpo respirava ainda livre da noção do pecado!

 

publ  noticias magazine

tony

 

SER POETA (PERDIDAMENTE)

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

 

 
  FLORBELA ESPANCA

SEM TITULO...

Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa
tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e
com elas quero construir um templo em forma de ilha
ou de mãos disponíveis para o amor....

na verdade, estou derrubado
sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde,
não sei onde
procuro as aves recolhidas na tontura da noite
embriagado entrelaço os dedos
possuo os insectos duros como unhas dilacerando
os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar...

dizem que ao possuir tudo isto
poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito
interrogar-se acerca da melancolia das mãos....
...esta memória lamina incansável

um cigarro
outro cigarro vai certamente acalmar-me
....que sei eu sobre as tempestades do sangue?
E da água?
no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas...

amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso
estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo
hoje, vou correr à velocidade da minha solidão


AL BERTO




SE TU VIESSES VER-ME


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses todo nos teus braços...

Quando me lembro: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

                                                                      florbela espanca

 
UMA  
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