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    ATÉ UM DIA...

     

    amigos se calhar esta é a ultima postagem

    que eu faço por agora.

    provavelmente estarei ausente, uns dias, meses! não sei !!

    mas já tenho saudades de vocês.

    um grande carinho a todos.

    tony 

    Saudade é solidão acompanhada,
    é quando o amor ainda não foi embora,
    mas o amado já...
    Saudade é amar um passado
    que ainda não passou,
    é recusar um presente que
    nos machuca, é não ver o futuro
    que nos convida...
    Saudade é sentir que existe
    o que não existe mais...
    Saudade é o inferno dos que perderam,
    é a dor dos que ficaram para trás,
    é o gosto de morte na boca dos que continuam...
    Só uma pessoa no mundo
    deseja sentir saudade:
    “aquela que nunca amou.“
    E esse é o maior dos sofrimentos:
    não ter por quem sentir saudades,
    passar pela vida e não viver.
    O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...

    (Pablo Neruda

    tony

             

    EM NOME DA LIBERDADE

     

     

     

     

     

     Parafraseando o célebre título de Goya
     sobre o sono da razão,

     se é certo que o sono da liberdade tem
     produzido os piores monstros,

     não é menos certo que a indiscriminação
     da liberdade

     engendra monstros tão ou mais abomináveis.
     Na libérrima Holanda

     activistas pró-pedofilia acabam de criar
     um partido que defende

     a liberalização do sexo com crianças,
     da pornografia infantil

     e do sexo com animais.

     O NVD (a sigla do partido significa
    "Caridade, Liberdade e Diversidade",

    o que dá uma ideia da confiança
     que se pode ter nas siglas partidárias)

     quer ver reduzida de 16 para 12 anos
     a idade do consentimento sexual;

     mas o objectivo a longo prazo do NVD,
     admitem os fundadores, é acabar

     com restrições etárias, isto é, legalizar o sexo

    com crianças
     logo a partir do dia do nascimento.

     Os pedófilos holandeses
     queixam-se de que são tratados

     "como se fossem criminosos" e defendem ainda
     a liberalização do sexo

     com animais (crias incluídas, presume-se).
     No entanto, neste caso,

     fazem uma reserva o "abuso" deve ser criminalizado,
     que é como quem diz

     que sexo com animais sim, mas apenas se o bicho
     der o seu consentimento

     Eis uma boa ideia para os pedófilos portugueses,
     criar um partido.

     Figuras gradas não lhe faltariam,
     nem assessores de imprensa. 
     TONY

     (JORNAL DE NOTICIAS

     POR OUTRAS PALAVRAS)

    MANUEL ANTÓNIO PINA

    LUSITÂNIA NO BAIRRO LATINO

     

     
     
    Georges! anda ver meu país de Marinheiros,
    O meu país das naus, de esquadras e de frotas!
    Oh as lanchas dos poveiros
    A saírem a barra, entre ondas de gaivotas!
    Que estranho é!
    Fincam o remo na água, até que o remo torça,
    À espera de maré,
    Que não tarda aí, avista-se lá fora!
    E quando a onda vem, fincando-a com toda a forca,
    Clamam todas à urra: «Agora! agora! agora!»
    E, a pouco e pouco, as lanchas vão saindo
    (Às vezes, sabe Deus, para não mais entrar...)
    Que vista admirável! Que lindo! Que lindo!
    Içam a vela, quando já têm mar:
    Dá-lhes o Vento e todas, à porfia,
    Lá vão soberbas, sob um céu sem manchas,
    Rosário de velas, que o vento desfia,
    A rezar, a rezar a Ladainha das Lanchas:
    Senhora Nagonia!
    Olha acolá!
    Que linda vai com seu erro de ortografia...
    Quem me dera ir lá!
    Senhora Daguarda!
    (Ao leme vai o Mestre Zé da Leonor)
    Parece uma gaivota: aponta-lhe a espingarda
    O caçador!
    Senhora d'ajuda!
    Ora pro nobis!
    Caluda!
    Semos probes!
    Senhor dos ramos
    Istrela do mar!
    Cá bamos!
    Parecem Nossa Senhora, a andar.
    Senhora da Luz!
    Parece o Farol...
    Maim de Jesus!
    É tal e qual ela, se lhe dá o sol!
    Senhor dos Passos!
    Sinhora da Ora!
    Águias a voar, pelo mar dentro dos espaços
    Parecem ermidas caiadas por fora...
    Senhor dos Navegantes!
    Senhor de Matosinhos!
    Os mestres ainda são os mesmos dantes -
    Lá vai o Bernardo da Silva do Mar,
    A mailos quatro filhinhos,
    Vasco da Gama, que andam a ensaiar...
    Senhora dos aflitos!
    Mártir São Sebastião!
    Ouvi os nossos gritos!
    Deus nos leve pela mão!
    Bamos em paz!
    O lanchas, Deus vos leve pela mão!
    Ide em paz!
    Ainda lá vejo o Zé da Clara, os Remelgados,
    O Jeques, o Pardal, na Nam te perdes,
    E das vagas, aos ritmos cadenciados,
    As lanchas vão traçando, à flor das águas verdes,
    «As armas e os varões assinalados...»
    Lá sai a derradeira!
    Ainda agarra as que vão na dianteira,..
    Como ela corre! com que força o Vento a impele:
    Bamos com Deus!
    Lanchas, ide com Deus! ide e voltai com Ele
    Por esse mar de Cristo...
    Adeus! adeus! adeus!
     
    António Nobre, in Só (1892
     
    tony

                                                       

    ARMA SECRETA

     
     
    Tenho uma arma secreta
    ao serviço das nações.
    Não tem carga nem espoleta
    mas dispara em linha recta
    mais longe que os foguetões.
    Não é Júpiter, nem Thor,
    nem Snark ou outros que tais.
    É coisa muito melhor que todo o vasto teor
    dos Cabos Canaverais.
    A potência destinada
    às rotações da turbina
    não vem da nafta queimada,
    nem é de água oxigenada
    nem de ergóis da furalina.
    Erecta, na torre erguida,
    em alerta permanente,
    espera o sinal da partida.
    Podia chamar-se VIDA.
    Chama-se AMOR, simplesmente.

     

                                                    TONY

                                                                       ANTÓNIO GEDEÃO


    MINHA CULPA

     

     
     
    Minha culpa
    
    Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
    Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
    Sou um reflexo... um canto de paisagem
    Ou apenas cenário! Um vaivém
    
    Como a sorte: hoje aqui, depois além!
    Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
    De um doido que partiu numa romagem
    E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...
    
    Sou um verme que um dia quis ser astro...
    Uma estátua truncada de alabastro..
    Uma chaga sangrenta do Senhor...
    
    Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
    Num mundo de maldades e pecados,
    Sou mais um mau, sou mais um pecador...
    
    tony   
      Florbela Espanca
                         
    

                            

    A UM AMOR...

    O "adeus" de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,
    Como as plantas que arrasta a correnteza,
    A valsa nos levou nos giros seus
    E amamos juntos E depois na sala
    "Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala

    E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

    Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
    E da alcova saía um cavaleiro
    Inda beijando uma mulher sem véus
    Era eu Era a pálida Teresa!
    "Adeus" lhe disse conservando-a presa

    E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

    Passaram tempos sec'los de delírio
    Prazeres divinais gozos do Empíreo
    ... Mas um dia volvi aos lares meus.
    Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"

    Quando voltei era o palácio em festa!
    E a voz d'Ela e de um homem lá na orquesta
    Preenchiam de amor o azul dos céus.
    Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
    Foi a última vez que eu vi Teresa!

    E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

     

                                                                           Castro Alves

     

                                     Tony


    SESSENTA ANOS DE BIKiNI

     

    Bikini é sinónimo de explosão nuclear!
    Criado em 1946 por um engenheiro mecânico francês,
    recebeu o nome do atol Bikini,no Pacifico,
    onde os americanos faziam experiências atómicas.
    Considerado imoral,e banido,transformou-se
    rapidamente na arma das feministas em luta.
    Sessenta anos depois,ninguém acredita que só há algumas
    décadas é »legal» vesti-lo numa praia Portuguesa.
     

     

    Louis Reard herdou uma loja de lingerie
    da mãe,no centro de Paris,e decidiu trocar os motores
    dos automóveis pela roupa interior feminina.
    E,além de vender,queria criar. Um dia pegou num lápis
    e desenhou o bikíni:um fato de banho em duas peças,
    que não necessitava de mais de setenta centimetros
    (ao tempo,claro, que agora é menos de metade!)e que o próprio
    se gabava de ser o mais pequeno imaginável de todos os fatos de banho.
    ficou feliz com o seu trabalho,mas devia ter alguma
    consciência do que o esperava pela frente,porque baptizou
    a sua criação de bikini,inspirado no atol do Pacifico
    onde então os americanos faziam as «esperiências pacificas»
     com bombas atómicas (pelos vistos Hiroxima,pouco mais de
    um ano antes,tinha sido só a brincar...)

    E Reard não se enganava: a sua proposta
    estética foi recusada,insultada e classificada de
    imoral. A reacção foi de tal forma que o engenheiro
    mecánico reconvertido nem sequer conseguiu uma modelo
    para passar o seu bikini na passarelle,acabando por
    recorrer a uma bailarina de cabaret, Micheline Bernardini,
    para dar vida á sua invenção. Ou melhor reinvenção,
    que os mosaicos dos banhos romanos,nomeadamente na
    Sicília,mostram sem vergonha as senhoras assim vestidas
    para a prática do desporto,mas eram outros tempos
    em que o corpo respirava ainda livre da noção do pecado!

     

    publ  noticias magazine

    tony

     

    SER POETA (PERDIDAMENTE)

     

    Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

    É ter de mil desejos o esplendor
    E não saber sequer que se deseja!
    É ter cá dentro um astro que flameja,
    É ter garras e asas de condor!

    É ter fome, é ter sede de Infinito!
    Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
    É condensar o mundo num só grito!

    E é amar-te, assim, perdidamente...
    É seres alma, e sangue, e vida em mim
    E dize-lo cantando a toda a gente!

     

     
      FLORBELA ESPANCA

    SEM TITULO...

    Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa
    tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e
    com elas quero construir um templo em forma de ilha
    ou de mãos disponíveis para o amor....

    na verdade, estou derrubado
    sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde,
    não sei onde
    procuro as aves recolhidas na tontura da noite
    embriagado entrelaço os dedos
    possuo os insectos duros como unhas dilacerando
    os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar...

    dizem que ao possuir tudo isto
    poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito
    interrogar-se acerca da melancolia das mãos....
    ...esta memória lamina incansável

    um cigarro
    outro cigarro vai certamente acalmar-me
    ....que sei eu sobre as tempestades do sangue?
    E da água?
    no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas...

    amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso
    estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo
    hoje, vou correr à velocidade da minha solidão


    AL BERTO




    SE TU VIESSES VER-ME


    Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
    A essa hora dos mágicos cansaços,
    Quando a noite de manso se avizinha,
    E me prendesses todo nos teus braços...

    Quando me lembro: esse sabor que tinha
    A tua boca... o eco dos teus passos...
    O teu riso de fonte... os teus abraços...
    Os teus beijos... a tua mão na minha...

    Se tu viesses quando, linda e louca,
    Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
    E é de seda vermelha e canta e ri

    E é como um cravo ao sol a minha boca...
    Quando os olhos se me cerram de desejo...
    E os meus braços se estendem para ti...

                                                                          florbela espanca

    A TODAS AS MÃES...

     

    mãe sem dia

    AS MÃES que já o eram antes de ser instituído o Dia das Mães não se importam muito com ele, e até dispensam homenagens sob esse pretexto. Mas as que cumpriram a maternidade após a sua crião, pensam de outro modo, e amam a data.

    Edwiges, e recente, com filho de ano e meio de idade, não tinha quem celebrasse o seu Dia, pois a criança estava longe de poder fa-lo.

    Comprar para si mesma um presente o tinha graça, e além do mais não havia dinheiro para isso. Aderir à festa das outras mães, que tinham filhos grandes e recebiam homenagens, era como furtar alguma coisa, o que repugnava a Edwiges.

    Adormeceu e teve um sonho. O filho crescia velozmente diante de seus olhos e, chegando aos 18 anos, levava para ela o mais lindo ramo de crisandálias e pequeno estojo de veludo.

    Abriu-o com sofreguio e deparou com uma aliança em que estava gravado um nome diferente do seu. Notando-lhe a surpresa, o filho pediu desculpas. O anel era para a namorada, só as flores lhe pertenciam. E saiu correndo com o estojo e o anel para entregá-los à moça.

    e solteira, Edwiges ficou com as crisanlias o tempo daquele sonho. Seu Dia das Mães consistiu em lembrar o sonho.



    (Carlos Drummond de Andrade)

    COMO SE ESTIVESSE APAIXONADO

    Para quem não sabe como é
    (como se escreve um poema de amor)
    eu vou dizer.

    Como se estivesse apaixonado
    Falar desse teu corpo exagerado
    Que apenas aos meus olhos ganha cor,
    De um coração em mim anteestreado
    Num palco onde jurei fazer-te amor.
    Esculpir esses cabelos impossíveis
    Que nunca mãos algumas alisaram,
    Desflorar esses vales inacessíveis
    Onde os outros de vésperas naufragaram.
    Contar como se ardesse de desejo
    As pernas de cetim que tu me abriste
    E a boca que se derreteu num beijo,
    Soluço de sorriso que desiste.
    Dizer, porquê? Se todo o mundo sabe
    Que quando se ama não se escreve
    E que, então, o tempo todo cabe
    Naquele instante breve que se teve.
    Contar o resto seria apenas feio,
    Sentir o que não foi, deselegante.
    Falar do que te disse pelo meio
    Só se não fosse homem, nem amante...

    RETRATO DE UM AMOR



    iluminas a sombra dos meus dias
    neste mundo que abrimos devagar
    entre o corpo e a alma, sempre mais
    secretos no abismo que os devora.


    Maior do que este amor nada haverá
    até ao fim dos tempos: os teus olhos
    respondem ao destino, à sua eterna
    graça que paira sobre as nossas vidas
    agora a transbordarem numa única
    razão feita de luz. a tua boca
    inunda a minha língua com o sabor
    de todos os sentidos que mergulham
    a noite numa água sem retorno.

    Para ti absorvo o hálito de um verão
    em cada beijo cego, surdo e mudo
    respirando de súbito em uníssono:
    enigma revelado num só frémito,
    insónia submersa que , em silêncio,
    regressa pouco a pouco aos nossos braços
    afogados na espuma do seu mar.

    Perto do teu sorriso há uma fonte
    embriagada e pura- meu amor,
    dá-me esse coração, essa primeira
    raiz de todo o fogo, esse relâmpago
    onde cresce para nós a flor de um grito;
    segreda-me às escuras mais um sonho
    antes de adormeceres sobre o meu ombro.


    FERNANDO AMARAL



    A MINHA CIDADE

    Debruçada sobre o Rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da Europa. O seu perfil alcantilado sobre o rio, as suas notáveis pontes - uma delas obra de Gustavo Eiffel - têm sido motivo de inspiração de numerosos artistas. E logo que o Vinho do Porto a tornou conhecida, há dois séculos atrás, têm sido muitos os viajantes ilustres que temos recebido. O Porto, é assim, um dos destinos turísticos mais antigos da Europa. Esta é a cidade dos lugares onde o tempo assentou raízes nas marcas da História, nas evocações dos cronistas, nas lendas retidas no imaginário popular, a cidade das ruas e travessas, largos e recantos, escadas, vielas e jardins, com nomes e referências sedimentares nos séculos. Uma cidade de significados plurais, divergentes, complementares.  


     

     

                                                                      Porta de entrada e centro vital do Norte, cabeça do território de onde Portugal nasceu e teve nome, esta é a cidade orgulhosa de si, leal e indomável - segundo o próprio brasão. O Porto é a cidade dos contrastes: burguesa e cosmopolita, conservadora e inovadora, individualista, familiar e comunicativa, ribeirinha e atlântica, minhota-duriense e europeia. A cidade dos reencontros: tempo e memória, continuidade e mudança, intimidade e fascínio 

     

      A GENTE DO PORTO

    O Porto orgulha-se de ser conhecido como a cidade do trabalho. De facto, os seus habitantes desde sempre estiveram na primeira linha em defesa das causas nacionais e contribuíram largamente para o desenvolvimento da epopeia dos Descobrimentos e para o progresso económico da região. Ainda hoje o norte do país é reconhecido como uma das áreas mais dinâmicas do tecido empresarial português. A rudeza imposta pelo trabalho é, porém, superada pelo carácter franco e hospitaleiro da sua gente. O dinamismo dos habitantes do Porto não consegue disfarçar a sua paixão pelas coisas, dando-lhe uma imagem da autenticidade e de respeito.

     

     

    Tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.

    Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título – único entre as demais cidades de Portugal – de Invicta Cidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta»).

    O vinho do Porto é um produto sobejamente apreciado pelo mundo produzido nas encostas do rio Douro é o produto da cidade mais conhecido internacionalmente.

    Como pontos turísticos destacam-se a Torre dos Clérigos, da autoria de Nasoni, e a Fundação de Serralves, um museu de arte contemporânea. O Centro Histórico é património da humanidade, classificado pela UNESCO.

    Foi capital europeia da cultura em 2001 e acolheu vários jogos do Europeu de Futebol de 2004, nomeadamente o jogo de abertura.

    esta é e será sempre a minha cidade...

     

    A MINHA AMANTE

     

    Dizem que eu tenho amores contigo!
    Deixa-os dizer!…
    Eles sabem lá o que há de sublime
    Nos meus sonhos de prazer…
    De madrugada, logo ao despertar,
    Há quem me tenha ouvido gritar
    Pelo teu nome…

    Dizem - e eu não protesto -
    Que seja qual for
    o meu aspecto
    tu estás
    na minha fisionomia
    e no meu gesto!

    Dizem que eu me embriago todo em cores
    Para te esquecer…
    E que de noite pelos corredores
    Quando vou passando para te ir buscar,
    Levo risos de louco, no olhar!

    Não entendem dos meus amores contigo -
    Não entendem deste luar de beijos…
    - Há quem lhe chame a tara perversa,
    Dum ser destrambelhado e sensual!
    Chamam-te o génio do mal -
    O meu castigo…
    E eu em sombras alheio-me disperso…

    E ninguém sabe que é de ti que eu vivo…
    Que és tu que doiras ainda,
    O meu castelo em ruína…
    Que fazes da hora má, a hora linda
    Dos meus sonhos... 
    Não faltes aos meus apelos dolorosos
    - Adormenta esta dor que me domina!

    (judith teixeira)

    CURIOSIDADES ESTÉTICAS

     
    O mais importante na vida
    É ser-se criador – criar beleza.

    Para isso,
    É necessário pressenti-la
    Aonde os nossos olhos não a virem.

    Eu creio que sonhar o impossível
    É como que ouvir uma voz de alguma coisa
    Que pede existência e que nos chama de longe.

    Sim, o mais importante na vida
    É ser-se criador.
    E para o impossível
    Só devemos caminhar de olhos fechados
    Como a fé e como o amor.
     
                                              (ANTÓNIO BOTTO)

    ENFIM SÓS

     
    Entre quatro paredes
    finalmente nos entregamos,
    nos curtimos, nos amamos,
    saciamos tantas "sedes"!
    No ouvido ecoa ainda a doce melodia
    que marcou aqueles momentos de alegria desvairada.
    Na retina, imagens da cama e de roupas pelo chão atiradas,
    símbolos da imortalização de nossas fantasias!
    Errado ou direito,
    tudo que ali "rolou", só a dois diz respeito,
    eu e você, somente a nós!
    Hoje posso dizer que estou feliz,
    não me arrependo de nada do que fiz.
    Foi sublime o nosso "ENFIM SÓS"!
     (a d)

    MISTERIO

     


    O MISTÉRIO

    Começa...
    Do joelho
    Para sima.
    O mistério
    Começa...
    Do umbigo
    Para baixo
    E nunca termina
    ...

     

    É PORTUGUESA

                               

     

     

    DULCE PONTES

    Dulce Pontes é uma das mais celebradas cantoras da atualidade em Portugal.  Dona de uma voz forte e de um estilo único, a franzina cantora nasceu em 08 de abril de 1969 no pequeno vilarejo português de Montijo.  Desde pequena, Dulce Pontes dedicou sua vida aos estudos artísticos, tendo sido matriculada, aos sete anos de idade, no Conservatório Nacional de Lisboa.  Sua estréia nos palcos foi no musical "Enfim Sós", sucesso de 1988 para o qual ela foi indicada após ter sido selecionada em uma audição para trabalhos em publicidade pelos Estúdios Namouche.  Depois disso, Dulce Pontes participou de diversos outros espetáculos musicais e programas de televisão em Portugal, até que, em 1991, ela foi agraciada com o prêmio principal do Festival da Canção, bem como o prêmio de melhor interpretação, com o tema "Lusitana Paixão", título também de seu primeiro álbum.  No mesmo ano, Dulce Pontes representou Portugal no Eurovision Song Contest, obtendo o oitavo lugar, melhor colocação até então obtida por um artista português.

    canções

    povo que lavas no rio

    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/Povo_que_lavas_no_rio.wmv

    o amor a portugal

    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/O_amor_a_Portugal.wmv

    canção do mar
    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/Cancao_do_mar.wmv

    o primeiro canto
    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/O_primeiro_canto.wmv

    brisa do coração

    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/Brisa_do_coracao.wmv

    o mar e tu

    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/O_mare_e_tu.wmv

    fado portugues

    http://dulcepontes.net/fotos/downloads/Fado_portugues.wmv

     

    Dulce Pontes é uma verdadeira embaixadora da cultura portuguesa. Uma voz notável, aclamada por todo o mundo, que já gravou ou actuou com nomes como Carlos Nuñez, Daniela Mercury, Cesária Évora ou Caetano Veloso. Uma intérprete de eleição que atingiu uma popularidade e um reconhecimento insuspeitos, sobretudo para quem se recorda das suas primeiras apresentações ao vivo, em programas de televisão e espectáculos de teatro.

    Alguns chamaram-lhe a herdeira de Amália; mas, se Amália é insubstituível, tal como ela, a voz de Dulce Pontes transcende géneros, categorias, gavetas, para se tornar num bem precioso que a todos pertence e que, sendo de Portugal, pertence a todo o mundo.  

                                                                                                

     

    A MINHA HOMENAGEM

    A UMA SENHORA...

                                                            

     

    CORES DE AMOR

               

     

    Tocou o meu corpo
    como folha em Braille
    - tinta azul, todas as cores -
    esparramada sobre o tapete vermelho

    Seus dedos...
    - tons cinzas, olhos quase azuis -
    passageiro apressado
    deslizaram macios
    provocando congestionamento de sons
    respiração suspensa
    coração aflito cativo do tempo

    Eis-me aqui
    - Rosa, amarela, vermelha -
    páginas abertas, secretas
    alfabeto de intenções poéticas
    submissa ao passeio
    dos dedos que se encravam em mim.

    E assim,
    Respirando o teu lilás
    Suspiro teus códigos secretos

    Sou todo verde
    à tua cegueira
    traduzida.

         a d